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Inspiração Musical



Inspiração é o fenômeno de idéias musicais que chegam à mente do compositor, descrita como um aspecto da composição que não se pode explicar. Uma infinidade de conceitos e técnica são ferramentas necessárias para os compositores, mas ainda não é tudo. Um fato real é que muitos músicos são possuidores de um alto nível de conhecimentos, mas destituídos de idéias musicais. Isso porque acabam transformando a música em uma matéria como uma matemática, algo lógico e não mais como uma arte divina.
A música é uma das única entrada espirituais nas esferas superiores da inteligência. Felizes aqueles que podem virar o sistema de cabeça para baixo e criar algo novo. A inspiração não pode ser determinada pela vontade, simplesmente acontece. Muitas das melhores idéias parecem surgir quando o compositor está desprevenido, caminhando, dirigindo, vendo tv, etc. E ocasionalmente, as idéias surgem nos momentos que precedem o sono (falo por experiência própria), ou mesmo durante sonhos. Um caso famoso desse foi do musico Paul Mcartney com a música Let it be.
O compositor Stravinsky também comentou sobre inspiração: As idéias, habitualmente me ocorrem quando estou compondo.

Os não iniciados imaginam que se deve esperar inspiração para criar. Mas se enganam. Longe de mim dizer que não existe isso que é chamado de inspiração; ao contrário. Nós a encontramos como força propulsora em todo tipo de atividade humana, não sendo, de forma alguma peculiar aos artistas. Mas essa força só é colocada em ação através de um esforço, e o esforço é o trabalho... O sentido musical não pode ser adquirido ou desenvolvido sem exercício. Em uma música, como em qualquer outra coisa, a inatividade conduz, aos poucos, à paralisia, à atrofia das faculdades.
Mozart, por seu lado também comentou:
Vocês disseram que queriam saber qual é minha maneira de compor e que método eu sigo. Não posso verdadeiramente dizer mais do que se segue, porque eu mesmo não o sei bem e não consigo me explicar. Quando estou bem disposto e absolutamente só durante uma caminhada, os pensamentos musicais me vêm em abundância. Não sei de onde vêm esses pensamentos, nem como me chegam ; minha vontade não entra nisso para nada....
No declínio de sua vida, enquanto o ombro da morte já se estendia sobre ele, ele chama um de seus amigos que se encontrava no seu quarto: Ouça , diz ele, estou escutando a música. Seu amigo lhe respondeu : « Não ouço nada. » Mas Mozart, arrebatado, continua a perceber as harmonias celestes e seu pálido semblante se ilumina. É então que ele compõe seu Réquiem.

Alguns músicos tem fonte de inspiração em imagens, em Deus, em alguma pessoa, em outro músico, em cores, na natureza, em uma prece, uma causa política, em temas sombrios, nos astros, em extraterrestres, nas perigosas substâncias químicas,etc. Seja qual for a fonte uma coisa é certa, hábitos de lazer e uma mente sadia são importantes para o sucesso de um compositor. Por isso devemos tomar muito cuidado com a nossa "higiene mental", o que assistimos, o que ouvimos, e como pensamos. Sentimentos baixos como egoísmo, inveja, falta de humildade, egocentrismo, infelizmente presentes na sociedade e em todas áreas profissionais, aos poucos vão minando a capacidade musical pois distanciam de Deus, e não combina com a arte. Além desses cuidados com a mente, o músico deve estar em sintonia alta ouvindo de tudo, isso o fará desenvolver a mentalidade musical mais aberta, ficando assim mais receptivo a idéias novas e diferentes.

A inspiração as vezes cobra um preço caro por suas visitas: a esquizofrenia. Particularmente dá visões criativas aos músicos mas lhes rouba cruelmente a organização pessoal necessária para transformar essas visões em arte. Caracteriza-se por perídos de depressão e euforia.Um caso extremo do psicose maníaco-depressivapode produzir alucinações, que tomem a forma de alucinações musicais, em mentes de músicos. Psicólogos descobriram sintomas dessa esquizofrenia em Berlioz, Shummann, Tchaikosky, Handel, Berlioz, Rossini, Holst e outros. Shumann confessava sofrer de um fenômeno estranho... escutava interiormente peças de música maravilhosamente belas, inteiramente organizadas e completas, um som que se parecia com o de metais à distância, sublinhado por magníficas harmonias.Mas seu êxtase era acompanhado por torturas equivalentes onde segundo tinha visões e vozes de demônios, e era atormentando por um único e constante intervalo.
 Mas foram casos extremos, importantes também de serem mencionados aqui, pois quando se trata de inspiração, o assunto não deixa de ser um mistério, que nem o músico nem a ciência sabe explicar...

É isso, espero que tenham curtido esse papo, valeu e boas inspirações.

Dallton Santos